Agricultores apostam no cultivo de jiló, considerado rentável
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Agricultores apostam no cultivo de jiló, considerado rentável

Agricultores apostam no cultivo de jiló, considerado rentável


Ingrediente obrigatório nos pratos promovidos pelos festival gastronômico Comida di Buteco, que começou no último dia 09, em Belo Horizonte, o jiló, fruto da família das solanaceas (a mesma do tomate e berinjela, entre outras), contribui na renda de muitos agricultores familiares no estado. A produção, considerada estável há três anos, é de cerca de 35 mil toneladas, em uma área de 1,4 mil hectares, conforme dados da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG).

“A produção ainda é pequena, por uma questão de preferência do consumidor, que pode não apreciar muito o sabor amargo do jiló, mas iniciativas como essa, que divulga o produto, são boas. Quem não conhecia o jiló pode ficar mais atento ao alimento o que dá uma força na produção”, avalia o coordenador técnico estadual de Olericultura da Emater-MG, o engenheiro agrônomo Sérgio Carvalho. De acordo o técnico, o cultivo de jiló tem tudo pra ser rentável, pois o plantio é simples e o manejo não é caro. A cultura consome pouco adubo e pouco defensivo agrícola.

Em Barbacena, o agricultor Jorge Gomes dos Santos cultiva o fruto há 10 anos e garante que é um bom investimento. “É um bom negócio. A semente é barata e o gasto com adubação e combate às pragas é bem baixo. É um terço mais baixo que o tomate. Gasto 40% no plantio e lucro 60%”, afirma. Gomes comercializa toda a produção nas Ceasas de Barbacena e Juiz de Fora. A caixa padrão com 16 quilos de jiló é vendida a R$ 12 . Ele afirma que produz em média 600 caixas por mês. No momento, ele está colhendo a safra oriunda da uma plantação de 9 mil pés, cultivados em uma área de um hectare e meio. Além de jiló, Jorge Gomes planta pimentão, vagem e repolho, em parceria com outros três agricultores. O município de Barbacena produz 2,8 toneladas de jiló em uma área de 72 hectares, ocupando o 1º lugar na produção do fruto no estado, segundo dados da Emater-MG.

Outro produtor que parece apostar na rentabilidade do cultivo de jiló, é o agricultor de Rio Manso, José Custódio de Souza, que fornece para a Ceasa de Contagem. Embora tenha plantado apenas meio hectare na última safra, ou cerca de 5 mil pés, Custódio promete investir mais e já semeou em mais dois hectares. “Vale a pena investir, o preço está melhor, pois a produção caiu e o consumo aumentou”, afirma. A expectativa do produtor é aumentar a produção, hoje em 150 caixas para até 400 caixas por semana até outubro. Proprietário do Sítio José Velho, Custódio diz que vai iniciar novo plantio em julho ou agosto, período mais quente, que favorece a cultura.

O município de Rio Manso ocupa o 4º lugar no ranking de produção de jiló em Minas, com 1,6 mil toneladas em 40 hectares, perdendo para Uberlândia (2º lugar) , que produz 2,6 toneladas em 59 hectares e Belo Vale (3º lugar), com produção de 1,6 mil toneladas em 40 hectares, além de Barbacena, que lidera a lista.

Preço sobe

Dados do setor de Informações de Mercado da Ceasa, informa que no período de 09 a 15 de abril, que coincide com a primeira semana do Comida di Buteco, o preço médio do jiló foi de R$ 1,09 o quilo no atacado, com a caixa de 16 quilos sendo comercializada a R$ 17,44. Segundo o órgão, foi apurado um aumento de 25,3% no preço do produto, se comparado com o mesmo período de março, quando era comercializado a R$ 0,87 o quilo. Mas o aumento foi motivado por queda na temperatura e no crescimento da demanda pelo produto em outros estados, principalmente São Paulo e Rio de Janeiro.

Para o técnico da Ceasa, Marco Antônio Reis, eventos como o Comida di Buteco, podem no entanto, ser considerados promissores, mesmo que o impacto nos preços não seja aferido no curto prazo. “É uma oportunidade para chamar a atenção das pessoas e atraí-las para um maior consumo do produto, o que é bom para os produtores”, pondera.

 


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 Publicado em: 16/04/2010

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